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  • Rodolfo Bontempo

Obras no antigo Asilo Barão do Amparo devem começar em um ano

Após oficializar a compra junto à Irmandade, Instituto Vassouras Cultural prepara projeto de adaptação do prédio.

A novela envolvendo a venda do Asilo Barão do Amparo da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vassouras para o Instituto Vassouras Cultural, presidido pelo empresário Ronaldo Cezar Coelho, acabou na sexta-feira, dia 9, com a assinatura da transferência de posse sendo assinada em cartório. O IVC comprou o imóvel, construído entre 1848 e 1853, por três milhões de reais, comprometendo-se a investir 18 milhões de reais na reforma. Segundo o presidente do Instituto, o próximo passo é preparar um projeto de adaptação do prédio para suas novas funções. Criado para funcionar como hospital da Santa Casa no século XIX, o prédio funcionava como asilo quando foi interditado por representar risco de desmoronamento na década passada. A expectativa é que o projeto fique pronto em 12 meses, quando começariam as obras de restauro.

A assinatura da venda do prédio movimentou o cartório do tabelião José Carlos Ganhadeiro, no Centro da Cidade. A pedido de Ronaldo Cezar Coelho, o prefeito Severino Dias (PPS) e o ex-prefeito Pedro Ivo da Costa (PSDB), amigo e antigo aliado de Ronaldo em seus tempos de deputado federal, assinaram o documento como testemunhas. Severino declarou à imprensa que a venda do prédio representa “um dos maiores acontecimentos da Cidade nos últimos anos”. Pedro Ivo também enalteceu a importância da venda. Já Rodrigo Ganhadeiro, funcionário do cartório, se disse “orgulhoso de poder participar de um momento tão importante na história de Vassouras”. Ele exaltou Ronaldo Cezar Coelho e empresários que investiram na recuperação de fazendas históricas do município, como Mulungu Vermelho e São Luiz da Boa Sorte. Já Ronaldo agradeceu a todos que buscaram sensibilizar a provedora da Irmandade no sentido de concretizar a venda do prédio. Soraya Setaro afirmou que a recuperação do prédio será muito importante para Vassouras.

A notifica foi bem recebida também no escritório técnico do IPHAN em Vassouras. Para a arquiteta Isabel Rocha, a restauração do antigo asilo vai representar “menos uma falha na arcada dentária do Centro Histórico”. Chefe do escritório, a arquiteta Luciana Pappacena foi na mesma linha. “Importantíssima essa venda para o município de Vassouras. E acontece justamente no ano em que vamos celebrar os 60 anos do tombamento do conjunto arquitetônico de Vassouras”. O tombamento de Vassouras é de junho de 1958. Segundo Ronaldo Cezar Coelho, o prédio, quando restaurado, abrigará um “Centro Cultural vivo, com auditório, cinema e um espaço para se discutir o futuro de Vassouras e da região”. O empresário diz que tem buscado contato com amigos empresários que poderiam ser mecenas da recuperação do palacete do Barão de Vassouras e da casa das 14 janelas. O antigo asilo é o terceiro prédio ameaçado do Centro Histórico a ter sua situação solucionada. O IPHAN está recuperando a sede da Asepava e o Instituto Viva Cazuza está em fase de conclusão das obras de restauro da Casa de Cultura.

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