Buscar
  • Rodolfo Bontempo

Professores decidem em assembléia na quarta se encerram greve em Vassouras


Uma assembleia de profissionais de Educação na tarde da quarta-feira, dia 2, vai decidir se a greve da categoria chega ou não ao fim. Professores e profissionais de apoio das escolas do município estão em greve desde 14 de março. Os professores não pararam por salários, motivação da maior parte dos movimentos grevistas em qualquer parte do mundo. Em assembleia realizada pelo Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), os professores decidiram cruzar os braços por conta da falta de materiais essenciais ao funcionamento das escolas, materiais didáticos e também de limpeza e utensílios de cozinha. O prefeito Severino Dias prometeu licitar a compra dos materiais e enviar as escolas até a sexta-feira, 27 de abril. Até a manhã da sexta, no entanto, o material não havia chegado às unidades escolares. Durante a sexta feira, o prefeito sinalizou que o material seria entregue até a manhã da quarta, primeiro dia útil após o feriado do 1º de Maio. Embora a pauta de reivindicações da categoria seja extensa, o comando de greve dos profissionais de Educação aponta a falta de materiais essenciais para o funcionamento das escolas como fundamental para a deflagração da greve. “Na maior parte das escolas do município faltam materiais didáticos, materiais de limpeza, utensílios de cozinha, vassouras, álcool e tantos outros itens considerados indispensáveis para que os profissionais possam executar as suas tarefas. Falta papel higiênico, o que fazia com que os servidores e alunos tivessem que levar de casa”, diz um texto enviado pelo comando de greve à redação da TRIBUNA DO INTERIOR. Ainda segundo o texto, “a falta de pessoal tem sobrecarregado os funcionários que estão na ativa, que precisam desempenhar o trabalho de dois ou três funcionários inexistentes”. A categoria se queixa ainda das péssimas condições de trabalho e os baixos salários pagos às merendeiras e auxiliares de serviços gerais. Segundo o Sepe, a direção do sindicato se reuniu várias vezes com o prefeito Severino Dias ao longo dos 16 meses de seu mandato, apresentando as demandas da categoria. “O prefeito ouviu as solicitações, mas nada foi feito para que os problemas fossem resolvidos ao longo desse tempo. Pelo contrário. Os profissionais da Educação foram alvo de dois ataques da Câmara Municipal e da Prefeitura. O primeiro foi a lei que autorizava o Executivo a descontar 20 % do salário do funcionário em licença médica, afetando o servidor no momento de fragilidade em que ele mais precisa de suporte financeiro. O segundo foi a aprovação do projeto Escola Sem Partido sem discussão com professores e alunos. Somente após grande pressão popular e protesto do sindicato, o projeto foi vetado pelo prefeito”. Uma longa reunião entre o comando de greve e o prefeito Severino Dias chegou a um termo de compromisso assinado pelas partes. No documento, entre outros compromissos, o prefeito se comprometeu a não retaliar os grevistas; encaminhar dois guardas municipais para a segurança do Instituto de Educação Thiago Costa; dar reajuste de 10 % a merendeiras, recreadores, auxiliares de creche e coordenadores de turno a partir de agosto, com pagamento até o quinto dia útil de setembro; realizar concurso público para atender carência de professor e mediador. No acordo, Severino Dias se comprometeu a entregar os materiais necessários ao funcionamento das escolas. Em entrevista à TRIBUNA DO INTERIOR na tarde da quinta-feira, dia 26, o prefeito se mostrava confiante de que o material pudesse ser entregue nas escolas na sexta-feira e que a greve pudesse ser encerrada. “Passamos o dia separando o material na Prefeitura. Não sei se hoje a gente consegue entregar. Mas amanhã esse material estará nas escolas”. Nas unidades escolares, no entanto, o material só começou a chegar na tarde da sexta-feira. A assembleia realizada pelos profissionais de educação na manhã da sexta decidiu pela continuidade da greve até a assembleia da tarde de quartafeira, quando espera-se que todo o material necessário tenha sido entregue. Nas redes sociais, o prefeito Severino Dias anunciava a entrega do material. “Após duas semanas desgastantes para o nosso município, gostaria de informar à população e aos pais que os materiais que estavam em falta nas escolas municipais foram entregues e já estão sendo distribuídos nas unidades escolares. Nos últimos dias tenho recebido em meu gabinete o comando de greve dos profissionais de educação. Após muita conversa, conseguimos atender a questão do material escolar, entre outras demandas. Desta forma, os profissionais se comprometeram a passar esta informação aos colegas de classe durante assembleia que será realizada em 2 de maio. Informo que o comando de greve se comprometeu a retornar ao trabalho nas escolas, na próxima quintafeira, dia 3 de maio, assim que comprovada a entrega dos materiais”, escreveu o prefeito em seu perfil pessoal no facebook. Também pelo facebook, professores de diversas escolas questionavam a quantidade do material entregue. Segundo o professor André Luiz, integrante do comando de greve, é preciso aguardar a quarta-feira para que tudo seja esclarecido. “Realmente, tem chegado a informação de que o que está chegando não é suficiente. Mas precisamos esperar até quarta para avaliar o que foi de fato entregue. O prefeito comentou que ainda há material a ser enviando pelas empresas que ganharam a licitação”.


130 visualizações

TRIBUNA DO INTERIOR EDITORA LTDA. Registro  Estadual nº 3320598969-9

Inscrição Municipal nº 6813 L 115 - CNPJ 02.528.144/0001-40

Registro na ADJORI – RJ 78 

Redação, Administração e Oficinas – Rua Profº Marcelo de Alcântara Pinto, 173,

Telefone: (24) 2471-7822

Parque J.K., Vassouras - RJ - CEP 27.700-000

Contador de acessos