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  • Rodolfo Bontempo

Universidade de Vassouras: nova marca é símbolo de modernização e expansão da Fusve


Assunto mais comentado na cidade nas últimas semanas, a mudança da marca – e do nome – da universidade mantida pela Fundação Educacional Severino Sombra é só a parte mais evidente de uma série de mudanças planejadas pela atual gestão que apontam para a modernização e expansão da Fusve. A marca foi apresentada pelo presidente da entidade, o engenheiro Marco Capute, em evento realizado na antiga estação ferroviária na noite da segunda-feira, dia 4 de junho. Sai o antigo logo, que privilegiava a cor laranja e as iniciais USS, e entra uma marca moderna, bordô com detalhes em branco remetendo a um símbolo icônico da cidade, a torre da antiga estação ferroviária, ela mesmo, durante anos, sede da presidência da Fundação. A mudança dividiu opiniões, embora mesmo os seus críticos tenham apontado a marca como algo de bom gosto. Na cerimônia, Marco Capute exaltou o legado de Severino Sombra e deixou claro que a nova marca e o nome Universidade de Vassouras são produtos de um longo estudo. “Não foi de qualquer maneira (a tomada de decisão). Pesquisamos muito”, afirmou Capute. As pesquisas passaram pelo próprio presidente e pela gerência de comunicação da Fusve. A avaliação foi de que o momento era de reposicionamento da marca. Para Marco Capute, a mudança não desrespeita a memória de Severino Sombra. “Devemos toda reverência ao general. E ele sonhava em fazer de Vassouras uma marca respeitada em todo mundo. Ele sonhava em fazer aqui a Coimbra brasileira, baseada na Universidade de Coimbra em Portugal. O general era um visionário, um homem muito a frente do seu tempo”. Por uma questão mercadológica, no entanto, era preciso mudar. “O nome precisava ser reposicionado, até pela alta competitividade no atual momento da educação privada no Brasil”. Quem acompanhou de perto as pesquisas foi o gerente de comunicação Eduardo Augusto Lebres Moura, especialista em marketing e comunicação empresarial. Eduardo é um admirador de longa data do próprio Severino Sombra, autor da única biografia do general, “Retrato de um nacionalista”, lançado em 2010. As pesquisas lideradas pela comunicação da Fundação mostraram a força do nome Vassouras. “Você conversa com um ex-aluno e ele fala que fez Medicina em Vassouras. Que é engenheiro formado em Vassouras ou que fez Letras em Vassouras”, comenta Capute. Internamente, a mudança da marca é visto como o símbolo de todo o processo de modernização da Universidade de Vassouras e de toda a Fundação Educacional Severino Sombra. Mudança iniciada antes mesmo da troca do nome e da marca da universidade. Mudanças que passam por alterações mais visíveis, como toda a mudança arquitetônica pela qual passará o campus universitário, e outras mais internas. Desde o ano passado, coordenadores dos cursos foram instados a aproximar suas ementas das necessidades do mercado de trabalho. “Eu quero os cursos cada vez mais próximos da exigência do mercado. Não queremos formar só o futuro profissional. Queremos formar o profissional do futuro. Quem sair daqui sairá à altura das exigências de um mercado cada vez mais competitivo”, afirma Marco Capute. Essa postura tem dado resultado. Recentemente, os cursos de Engenharia oscilaram entre as notas 4 e 5 nas avaliações do MEC, em uma escala que vai de 1 a 5. Engenheiro, Marco Capute quer mais. Para isso, vai investir em modernos laboratórios para os cursos de Engenharia. Em breve começam as obras, em terreno nas proximidades do estádio municipal Ernâni do Amaral Peixoto, do Centro de Informação e Treinamento em Fontes de Energia e Eficiência Energética. A ideia é fazer dele um centro de referência em eficiência energética e geração de energia, com ênfase em energias alternativas, sendo ele próprio um objeto de demonstração e divulgação. Quem tem uma escola de medicina referência no país dará mais um passo no caminho da excelência em Engenharia. Durante o lançamento da marca, um vídeo mostrou a funcionários da Fusve – chamados por Capute de “guerreiros fundamentais para a recuperação da empresa” –, comunidade acadêmica e autoridades o retrofit, o processo de modernização arquitetônica que será aplicado no campus universitário, no Centro Integrado de Saúde e no hospital. Não faltou quem ficasse boquiaberto com as mudanças. “Estamos trabalhando para termos uma empresa moderna, pronta para os desafios do mercado. E nós vamos deixar isso evidente em sala de aula, no atendimento do hospital e também na nossa arquitetura”, comenta Capute. Ainda na Universidade, uma outra mudança chamará a atenção do vassourense: a construção de um novo prédio administrativo anexo ao campus. Uma agência bancária ocupará o térreo e unidades administrativas que hoje ficam em outros imóveis serão instaladas nos andares superiores. O banco adiantará o valor do aluguel e esse dinheiro pela Fundação para a construção do prédio. “Não vamos utilizar um centavo do dinheiro da Fusve nesta obra. Precisamos utilizar a criatividade para crescer, expandir sem nos comprometer no futuro próximo”, avalia Capute. Ele afirma ainda que um centro de saúde bucal será instalado no campus para atender aos vassourenses mais carentes a partir da atuação do curso de Odontologia. Menina dos olhos de Marco Capute, o Centro de Convenções General Sombra promete revolucionar o mercado de entretenimento da região. As obras estão avançadas e o espaço, que receberá uma estátua do general, terá capacidade para receber 4 mil pessoas. O Centro de Convenções será utilizado para formaturas dos diversos cursos da Universidade de Vassouras, incluindo Medicina, que há anos não realiza suas formaturas na cidade, e é um mercado que movimenta milhões de reais. “E iremos muito além das formaturas. Traremos grandes palestras e abriremos o espaço para a realização de shows. A região não tem um espaço como esse. Vamos desenvolver em Vassouras o turismo do conhecimento”, garante o presidente da Fusve. As obras estão estimadas em 15 milhões de reais e são realizadas com investimentos da Fundação.

Famipe – Os sinais do bom momento da Fundação Educacional Severino Sombra vão além das fronteiras de Vassouras. Acontece em 1 o de julho o primeiro vestibular da Faculdade de Miguel Pereira, a Famipe, parceria da Fundação com a Prefeitura de Miguel Pereira. O vestibular, que tem inscrições até o próximo dia 24, selecionará estudantes para os cursos de Direito e Gestão Pública. “É importante a gente fazer a expansão das fronteiras sem perder as raízes, a essência, a qualidade. Temos certeza que faremos em Miguel Pereira uma faculdade de excelência, com a marca da qualidade da Fundação Educacional Severino Sombra. Neste sentido só tenho que agradecer a parceria ao prefeito André Português, que acreditou na gente para tocar este projeto”. Também em Miguel Pereira a Fusve opera, desde o ano passado, o Hospital Municipal Luiz Gonzaga. Enquanto o país atravessa uma enorme crise econômica, a Fundação Educacional Severino Sombra se expande. Para sorte de Vassouras, não lembra a instituição que, seis anos atrás, tinha um faturamento de cerca de 50 milhões de reais anuais e devia R$ 160 milhões.

Ao longo da história, hospital, universidade e até a Fundação já mudaram de nome Apesar da polêmica em torno da transformação da USS em Universidade de Vassouras, mudanças de nome fazem parte da história da própria universidade, do Hospital Universitário e da própria Fundação Educacional Severino Sombra, mantenedora de ambos. Criada para angariar fundos visando a criação da Universidade, a Fundação surgiu como Sociedade Universitária John F. Kennedy (SUNEDY) em 1966. Um ano depois seria rebatizada como Fundação Educacional Sul Fluminense. O atual nome, Fundação Educacional Severino Sombra, só seria adotado em 1975. Como instituição de ensino as mudanças também aconteceram. Em 1968 surgiu a Faculdade de Medicina de Vassouras. Em 1971, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Paraíba do Sul. Em 1984 surgiu a Escola de Engenharia de Vassouras. A integração dos cursos faria parte do nome em 1992, com as Faculdades Integradas Severino Sombra (FISS). Em 1997 as faculdades integradas foram rebatizadas de Universidade de Vassouras. Pouca gente se lembra, mas o hospital que hoje é referência em média e alta complexidade para Vassouras e região surgiu em 1970 como Hospital Escola Ambulatório Manuel Ferreira. Em 1972 passou a Hospital Escola Jarbas Passarinho. Só em 1997 se tornou Hospital Universitário Sul Fluminense. Vassouras passou a dar nome ao seu principal hospital ano passado, com a adoção do nome Hospital Universitário de Vassouras.

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