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  • Rodolfo Bontempo

Império da Tijuca mostra Vale do Café e emociona vassourenses na Sapucaí

• Homenagem valeu a quarta posição à escola tijucana na Série A do carnaval do Rio

Para os críticos especializados, a Império da Tijuca realizou na madrugada do domingo de Carnaval o seu melhor desfile nos últimos cinco anos. A escola do Morro da Formiga pisou forte na avenida pensando no retorno ao grupo especial e pode até ter se decepcionado com o quarto lugar, atrás de Estácio de Sá, Cubango e Porto da Pedra. Para os vassourenses, o desfile foi inesquecível. Quem assistiu pela TV ou quem foi a Marquês de Sapucaí se emocionou com a riqueza de detalhes da homenagem da escola tijucana ao Vale do Café, ou a Vassouras, de maneira mais específica. Em Império do Café, o Vale da Esperança a escola do Morro da Formiga contou a história do protagonismo negro na criação das cidades que, com a cafeicultura, sustentaram o Império no século XIX às custas, claro, do trabalho escravo. O enredo, criado por Fernando Portugal e desenvolvido por Jorge Caribé -- que em 2013 já contara a história de Vassouras em uma escola de menor estrutura, a União de Jacarepaguá -- voltou até a África para contar a saga de quem atravessou o oceano escravizado para trabalhar duro e transformar a região em um grande cafezal. “Ventos de dor os trouxeram pra cá/Fé que guiou o destino de tantos/Africanos destinados à saudade/ Sol e chuva, a tristeza como par”, dizia o samba, cantado a plenos pulmões pelos cerca de 2 mil e 500 integrantes. A voz poderosa de Daniel Silva, que recebeu diversos prêmios como melhor intérprete da série A, e a empolgação da escola ajudaram um samba criticado pela imprensa especializada a cumprir o seu papel na avenida – por mais que, nas notas, a escola tenha perdido quatro décimos no quesito. Estima-se que mais de 200 vassourenses tenham desfilado na escola do Morro da Formiga. Valença e Volta Redonda também marcaram presença na Sapucaí. Entre os vassourenses, funcionários da Fundação Educacional Severino Sombra, que integraram uma ala inteira. A ala do Jongo, uma das heranças da cultura africana presente na região, também foi organizada e integrada por vassourenses. O prefeito Severino Dias desfilou, acompanhado da primeira-dama Carol. Parceiro da escola tijucana, o presidente da Fusve, Marco Capute acompanhado da esposa Ana Paula foi outro que saiu na verde e branco. “Hoje, a Império da Tijuca presta uma homenagem sensacional a Vassouras e ao Vale do Café”, afirmou, ainda na Marquês de Sapucaí. “Foi emocionante ver a cidade retratada na avenida”, comentou, já na Praça da Apoteose, o prefeito Severino Dias. No desfile, espaço para a aristocracia e seus salões luxuosos, a forte presença da cultura afro-brasileira, a religiosidade dos negros para enfrentar as agruras da escravidão e o sincretismo religioso que misturou a fé dos africanos a dos brancos em Vassouras e região. O Vale moderno, com espaço para novas atividades econômicas também foi lembrado. A maior emoção para os vassourenses estava guardada para o final. A antiga estação ferroviária, hoje propriedade da Fundação Educacional Severino Sombra, fechou o desfile, em um carro alegórico rico em detalhes, com crianças da Formiga e a Velha Guarda da Império da Tijuca no destaque.

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