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  • Rodolfo Bontempo

Universidade de Vassouras vai celebrar Dia Nacional do Samba


Evento no auditório Severino Sombra terá palestra, apresentação do enredo do Império da Tijuca e da bateria Vem que a Manga é boa

Vai ter samba na Academia. Um dos maiores símbolos da cultura nacional será homenageado em grande estilo no auditório Severino Sombra, campus da Universidade de Vassouras. Na segunda-feira, 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, o Curso de Pedagogia organiza, a partir das 19 horas, o evento Quimeras de um Eterno Aprendiz, A Educação dá Samba. A atividade contará com a palestra A roda das donas: estratégias de sobrevivência do sagrado feminino, ministrada pela professora Vanessa Soares da Silva, Especialista em Educação e Relações Étnico Raciais da UFF, pesquisadora do Laboratório de Educação e República. Carnavalesco da Império da Tijuca, Guilherme Estevão apresentará o enredo Quimeras de um Eterno Aprendiz, que a escola do Morro da Formiga, que tem a Universidade de Vassouras como parceira desde o ano passado, leva para a Marquês de Sapucaí na série A do carnaval carioca.

A abertura do evento ficará por conta da bateria Vem que a Manga é boa. A bateria surgiu de um projeto concebido pelo publicitário Alex Rocha, apaixonado pelo samba e a Estação Primeira de Mangueira. Um grupo de vassourenses ensaia desde maio, sob a coordenação de Alex Explosão, ritmista da atual campeã do carnaval carioca.

A palestra de Vanessa Soares da Silva vai contextualizar o surgimento do samba no início do século XX, a partir da vivência de mulheres que contribuíram decisivamente para a construção do que se transformaria em um dos maiores ícones da cultura popular brasileira. Para a educadora, o evento é “fundamental para que possamos rememorar a resistência do povo afro-descendente, principalmente nesses tempos obscuros que enfrentamos”.

Caberá ao carnavalesco Guilherme Estevão a apresentação do enredo da Império da Tijuca. Este ano, uma comissão formada por profissionais da Universidade de Vassouras debateu o enredo com integrantes da escola tijucana. Coordenadora do grupo vassourense, a professa Magda Sayão Capute se diz honrada com a tarefa. “Como profissional de Educação, me sinto honrada em fazer parte desta família imperial, ajudando na escrita e releituras sobre a História da Educação para o Carnaval 2020, em especial trazendo para a Sapucaí grandes mestres educadores, inspiradores, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira”. Para a professora, “tem sido um presente conhecer, conviver e aprender” com a comunidade do Morro da Formiga. “Vamos esperançar, seguirmos na luta por dias melhores, com mais respeito, dignidade e comprometimento nas políticas educacionais que visam uma qualidade social para o nosso ensino. Convidamos todos a darmos as mãos. Nossa ‘arma’ são os livros e a poesia”.

O carnavalesco Guilherme Estevão, que estará em Vassouras acompanhado do casal de mestre-sala e porta-bandeira, ritmistas e passistas, espera mostrar na Academia um pouco do que a Sapucaí verá no sábado de Carnaval, quando a Império da Tijuca será a última escola a desfilar. “Vamos apresentar um pouco do que pretendemos apresentar em nosso carnaval, valorizando a educação brasileira. Uma ideia que nasceu em Vassouras e que, através do Império da Tijuca, se materializará em carnaval. Tudo isso com o swing da Sinfonia Imperial”, diz, se referindo ao apelido da bateria do Morro da Formiga. O Dia Nacional do Samba vai terminar com baticum na Universidade de Vassouras. A ideia é encerrar o evento com um arrastão saindo do auditório Severino Sombra até a Broadway. Imperdível.


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