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Vassourense prestigiou Carnaval econômico e criativo


A crise econômica afetou a realização da maior festa popular do país em vários municípios brasileiros. Na região, várias cidades resolveram simplesmente cancelar o Carnaval. Em Vassouras, o prefeito Severino Dias preferiu apostar na criatividade, na busca de parcerias com a iniciativa privada e na redução dos gastos públicos com a festa. A se levar em conta a participação popular, a receita deu certo. O vassourense compareceu em grande número à maioria dos blocos de empolgação e brincou em paz nos bailes populares realizados no Espaço Cultural Wílson Guedes Pinto.


Mesmo fora da programação oficial, o Baile Abre-Alas, organizado pelo PIM com apoio da Associação Comercial, deu início à folia no sábado, 18, na Sociedade Musical Recreio Vassourense, uma semana antes do início oficial da festa. O Abre-Alas funciona como um espaço em que a música de Carnaval sobrevive e foliões saudosos dos antigos bailes de salão podem apreciar a boa e velha música de carnaval, cada vez mais ausente da folia moderna.


A abertura oficial coube ao Bloco da Cascata, do Matadouro, na noite da sexta-feira, 24. A chuva forte que caiu sobre Vassouras atrasou o bloco em duas horas, mas não tirou a animação de seus componentes. Na sequência, mais uma vez o Bloco Verde e Amarelo arrastou os foliões que seguem com a indefectível tradição de se vestirem de mulher, formando o conhecidíssimo Bloco das Piranhas. No Espaço Wílson Guedes Pinto, a animação ficou por conta do DJ Kim.


O sábado marcou a estreia do Bloco Mi Leva. Cerca de 400 pessoas compraram a ideia de um bloco para ocupar o vácuo do Mó Vidão, com abadá, música baiana e trio elétrico. Outro que estreou no sábado, o Vai Tomar no Puma. O Calça Arriada inovou e desta vez não saiu da praça em frente ao Vassouras Country Club, enquanto o Caçarola do Roliço e sua bateria impecável arrastou um bom público na Rua Caetano Furquim. Na Broadway, o baile popular contou com Kim DJ e a Banda Madeirada.


O domingo confirmou a enorme popularidade do Cabeça de Porco. De volta ao Carnaval após a ausência de 2016, o bloco puxou uma multidão desde a Residência até o Centro. Do Madruga quem desceu foi o Rédea Solta, um bloco que aposta nos sucessos sertanejos que entopem as rádios para agradar a um novo público carnavalesco. O domingo foi também dia de Baile Infantil na Broadway. Mais tarde, o Caçarola Samba Show deu o tom no baile popular, sempre com a participação do Kim DJ. Impossível foi não se lembrar – e lamentar – a ausência das escolas de samba do Carnaval 2017.




Na segunda, a novidade e a tradição deram as caras. O Mi Leva foi para a rua pela segunda vez no ano com o seu carnaval business, enquanto o Maratomba trouxe mais uma vez o seu carnaval baseado em marchinhas com a apresentação de uma banda de Rio Preto, interior de Minas Gerais, sempre muito elogiada na folia vassourense. O Bloco Zero Grau animou os frequentadores do pub de mesmo nome, no estilo de bloco parado, o famoso concentra-mas-não-sai. No baile popular, Kim DJ e Banda Alegria Alegria.


Na terça-feira ficou provado que o amor da Residência pelo Carnaval não divide, só se multiplica. O Já que Você não vai eu vou, que estreou ano passado no vácuo causado pela ausência do Cabeça de Porco, voltou às ruas. Enfrentou problemas com o carro de som, que pifou à altura do Gás, mas chamou atenção pelo grande número de foliões. “Pena que não chegamos ao Centro de dia, por causa do problema com o som. A nossa ideia era essa, até para valorizar as fantasias dos componentes”, comentou Décio Júnior, fundador do bloco, que paga prêmio para a fantasia mais criativa como maneira de incentivar a volta das fantasias ao carnaval vassourense. Sobre o sucesso de público dois dias depois de o Cabeça de Porco arrastar uma multidão, Decinho foi enfático: “A Residência pode ter um bloco por dia”.


Na mesma terça-feira as crianças voltaram a aproveitar o baile infantil no Espaço Wílson Guedes Pinto. Nas ruas, o Bloco Nação Rubro-Negra mais uma vez aproveitou a popularidade do Flamengo para encher as ruas de camisas pretas e vermelhas, encerrando os desfiles de 2017. O prefeito Severino Dias, vascaíno apaixonado, não só entregou um troféu ao bloco, como compareceu acompanhado do vice Thomaz Rocha com a camisa do bloco, que este ano homenageou a Chapecoense. O prefeito, visto nas ruas durante todos os dias da festa, comemorou o fato da festa ter sido marcada pela paz. “Agradeço a Deus porque foram dias de folia e paz”. O prefeito agradeceu o empenho dos servidores e sinalizou que já pensa na realização de novos eventos em Vassouras. “Quero agradecer a toda equipe envolvida que organizou com excelência, pensando nos mínimos detalhes. Agora vamos nos preparar para os próximos eventos que acontecerão em nossa cidade, promovendo o turismo cultural e movimentando o comércio de nossa cidade. Obrigado à população por fazer essa festa tão bonita”. No baile popular, a animação final ficou por conta de Kim DJ.


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