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Sociedade Viva Cazuza vai garantir restauração da Casa de Cultura

Investimentos devem passar de 3 milhões de reais; restauração

vai utilizar projeto aprovado pelo PAC Cidades Históricas

A Sociedade Viva Cazuza vai garantir os investimentos necessários para a restauração do prédio da Casa de Cultura. O anúncio oficial foi feito na sexta-feira, dia 9, no prédio da Casa de Cultura. A expectativa é que sejam investidos mais de 3 milhões de reais nas obras, que já começaram na segunda-feira, dia 12. O projeto utilizado na reforma é o que foi aprovado à época do PAC das Cidades Históricas. A Prefeitura contratou a empresa e o governo federal pagou o projeto, orçado em 139 mil reais. O projeto prevê a restauração da casa principal, a estabilização estrutural da casa principal, construção de anexo, construção de elevador com acessibilidade para todos, instalação de banheiros novos e adaptados para portadores de necessidades especiais e paisagismo na área externa. Presidente da Sociedade Viva Cazuza, Maria Lúcia da Silva Araújo, a Lucinha, mãe do cantor e compositor que deixou um enorme legado para a música brasileira ao morrer, vítima de Aids, em 1990, nunca escondeu o envolvimento emocional com o prédio, onde ela nasceu. Do lançamento, participaram a presidente do Iphan, Katia Bógea; Marcelo Araújo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Sônia Mattos, superintendente executiva do Preservale; Luciana Papacena, chefe do escritório técnico do Iphan em Vassouras; além de representantes do Cidade Viva e BNDES, além do secretário municipal de Cultura José Alencar, o presidente da Câmara Municipal Sandro Delgado (PPS) e o vereador Jeovane Lomeu (PRB). Após a restauração, a Casa de Cultura irá contar com uma exposição permanente de Cazuza. Lucinha Araújo afirmou que ela é que tem de agradecer pela oportunidade. “Uma cidade que não preserva sua cultura, seu patrimônio, perde a sua história. Eu que agradeço por poder ajudar. Meu único pedido é que tragam o busto da minha sogra, que hoje está no Colégio de Aplicação, para a Casa de Cultura”, disse, citando Maria Rangel de Araújo, educadora vassourense, fundadora do Colégio de Vassouras, mãe de João Araújo, também vassourense, falecido em 2013. A presidente do Iphan, Kátia Bógea, avaliou o fato como raro. “O Iphan está completando 80 anos e poucas vezes vimos um gesto como esse acontecer. É muito difícil alguém se interessar em investir na recuperação de um bem público. Esse gesto nos dá esperança. Vejo o prefeito Severino muito jovem e empolgado com a recuperação do patrimônio em sua cidade. Ver um prefeito com essa preocupação nos anima. E contar com essa ajuda na recuperação da Casa de Cultura nos dá um sopro de esperança”, afirmou Kátia, que agradeceu ainda à Lucinha, aos técnicos do Iphan e “a todos que estão unidos nesse esforço para ajudar Vassouras”. Para Severino Dias, “investir em cultura é investir em outros setores também, especialmente em nosso município. Tenho certeza de que essa obra e outra que estamos trabalhando para conseguir irá trazer um ganho, não só cultural, mas econômico para a nossa cidade”. O prefeito destacou que a execução terá investimento zero da Prefeitura e que, se fosse preciso, ele ajudaria até mesmo como ajudante pedreiro, arrancando gargalhadas da plateia. As obras, que começaram imediatamente na segunda-feira posterior ao lançamento da pedra fundamental, vão contar com a supervisão de Fernando Viana, sobrinho de Lucinha, que estará semanalmente em Vassouras, reportando os avanços da obra para a presidente da Sociedade Viva Cazuza. Encontros – A semana que culminaria com o lançamento da reforma da Casa de Cultura foi marcada por reuniões entre poder público e organizações da iniciativa privada com interesse no Patrimônio Histórico. Os encontros, realizados pela Prefeitura, aconteceram entre os dias 7 e 9, com o tema “Restauração de Patrimônio e de Revitalização Urbanística do Centro Histórico de Vassouras”. Os encontros foram marcados por reuniões na Prefeitura, na Câmara e uma visitação técnica ao Centro Histórico. Na Câmara, o representante do Instituto São Fernando, ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho, falou sobre o interesse em assumir o prédio do Asilo Barão do Amparo, atualmente em ruínas. “Estamos há muito anos envolvidos e a nossa parceria é justamente em assumir o antigo asilo, se concluirmos a negociação com a Santa Casa, e fazer um Centro de Memória. Tenho um sonho de fazer um calçadão cultural na Rua das Figueiras e das 14 Janelas e cuidar dessa praça que é uma das mais lindas do Brasil. O Instituto assumiria a Praça Barão de Campoi em acordo com a Prefeitura. No plano do Instituto São Fernando, que é de Massambará, está ser uma parte desse projeto”.

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