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Obras de um futuro que já começou

• Centro de Convenções futurista, obras no Campus, mudanças no hospital, Direito em Miguel Pereira: gestão aposta em expansão da Fusve.

Entre os amigos de juventude nos anos 1960, em uma Vassouras pré Era Sombra, Marco Capute costumava ser visto como um visionário, dono de um raciocínio rápido, nem sempre de simples compreensão para os amigos de escola ou do futebol. Engenheiro formado pela Uerj, Capute construiu uma carreira sólida na Petrobras, chegando à direção da companhia. Aposentado em 2008, ingressou na iniciativa privada, dedicando-se à geração de energia. Em 2012, Capute retornou a Vassouras com a tarefa de recuperar as finanças da Fundação Educacional Severino Sombra. Assumiu uma entidade com faturamento em torno dos 40 milhões de reais anuais e dívida fiscal e bancária na casa dos R$ 140 milhões. Cinco anos depois, com as dívida bancárias e de fornecedores pagas, e toda dívida fiscal renegociada e incluída no PROSUS – um programa criado no governo Dilma Roussef que permite a remissão da dívida desde que todos os compromissos fiscais estejam em dia – e o faturamento se aproximando dos R$ 150 milhões anuais, Marco segue projetando o futuro. “Eu espero que em dez anos possamos ter um faturamento acima 500 milhões anuais. Trabalho pensando nisso”, afirma. Na noite da segunda feira, dia 9, Marco Capute recebeu a reportagem da TRIBUNA DO INTERIOR na presidência da Fusve. Foram três horas de uma conversa franca, em que repetiu como um mantra a trilogia que faz pulular a mente do vassourense sessentão que tem a tarefa de administrar a empresa que movimenta a economia do município: futuro, expansão e crescimento. “Não há a possibilidade de se ficar parado. Ou você expande, ou você morre. Temos de compreender isso”. Como deixar morrer a obra iniciada por outro visionário, o cearense Severino Sombra de Albuquerque, não faz parte do projeto de Marco, expansão é a palavra de ordem da atual gestão. “Nosso negócio, o que sabemos fazer, é operar faculdades e hospitais. Precisamos expandir esses negócios”. E para expandir, a Fusve sabe que precisa ir além dos limites do município. Em 2018, a região ganhará uma nova faculdade de Direito. Vai funcionar em Miguel Pereira e não terá ligação com a USS. “A Famipe (Faculdade Miguel Pereira) será administrada pela Fusve, mas não será um campus avançado da USS. Será uma faculdade independente”, afirma Capute, deixando claro que a nova faculdade não guarda relação com a iniciativa frustrada de um campus avançado em Maricá. A Famipe surge com status de uma nova unidade de negócios da Fundação, como já são a Universidade Severino Sombra, o Hospital Universitário de Vassouras e o Colégio Sul Fluminense de Aplicação.O curso de Direito em Miguel Pereira é um antigo sonho do atual prefeito,André Português. “Havia uma barreira da OAB para a criação de novos cursos de Direito. O MEC recentemente decidiu que era hora de se criar novas faculdades e o prefeito se esforçou muito para que Miguel Pereira pudesse tero curso. Ele nos apresentou um estudo que mostra que só em Miguel Pereira e Paty do Alferes 400 pessoas cursam Direito em outros municípios.Há uma demanda reprimida muito grande e vamos ocupar este espaço”. A faculdade não será a primeira incursão no município vizinho. Desde meados do ano, a Fusve assumiu a operação do único hospital da cidade. A ideia é que novas parcerias venham a ser estabelecidas com outros municípios da região e Baixada Fluminense.“Estamos atentos às demandas do mercado, mas vamos precisar do apoio dos prefeitos para firmar essas parcerias”.


Canteiros de obras em Vassouras


Os planos de expansão da Fusve contemplam o município sede da instituição. Nos próximos meses, Vassouras vai assistir a uma série de grandes obras na Fundação. Com o objetivo de unificar a área administrativa, Capute transferiu a presidência e outros setores que funcionavam em prédios espalhados pela cidade para o campus da USS .Mas ainda existem setores administrativos funcionando no prédio que pertenceu à Rede Ferroviária, nas proximidades da antiga estação. Por pouco tempo.Anexo ao campus surgirá um grande prédio para receber estes setores, sem que a Fundação invista um centavo.O prédio, de dois ou três andares, contará ainda com uma agência bancária e caberá ao banco financiara obra. “Negociamos com o banco. Eles ficam dez anos no espaço, antecipam o aluguel e a Fundação faz a obra”. A expectativa é que a obra dure 1 ano e três meses.Ainda no Campus, outra obra importante: um Centro Odontológico vai surgir, de frente para a rua Presidente Vargas. Entre tantas obras, a menina dos olhos do presidente é o Centro de Convenções Severino Sombra. Uma obra audaciosa,com projeto futurista assinado pelo arquiteto vassourense João Victor Tavares de Carvalho, que tem tudo para causar um grande impacto na indústria do turismo local. “Teremos um Centro de Convenções multiuso,com capacidade para realizar três eventos ao mesmo tempo, com 1 mil e 600 m². Capacidade para 2 mil pessoas acomodadas em mesas e cadeiras, confortavelmente.Para fazer um show caberiam tranquilamente 4 mil pessoas”, vislumbra Capute. Um grande centro de convenções possibilitará a realização de todas as formaturas dos cursos da USS em Vassouras. Hoje,formaturas badaladas como as de Medicina acontecem em cidades como Petrópolis e Juiz de Fora. “Esse esforço nosso vai reforçar o turismo em Vassouras. Acho importante que este seja um esforço da iniciativa privada, da rede hoteleira. Vamos criar um círculo virtuoso garantindo a realização de grandes eventos, como a formatura da Medicina, aqui. Mas é preciso que a rede hoteleira invista.Sempre achei que a iniciativa privada deve investir no crescimento do turismo, até criando eventos, ao invés de esperar que a Prefeitura o faça. A Prefeitura tem outras obrigações”, afirma. O Centro de Convenções levará o no mede Severino Sombra e poderá contar com uma estátua do fundador da Fusve. “Achoque devemos sempre que possível exaltar a importância do general para a instituição,para o município e toda a região”, avalia Capute. O atual presidente da Fundação sonha com palestras de grandes personalidades sendo realizadas no espaço. “Quero trazer palestras de grandes personalidades para o nosso Centro de Convenções,inclusive com palestrantes formados aqui em Vassouras”.As instalações físicas das unidades da Fusve também passarão por mudanças.“Mudamos recentemente a entrada do HUV. Vamos fazer um retrofit geral no hospital e na universidade”, diz,usando o termo usado para designar, em engenharia, o processo de modernização de equipamentos antigos.Referência no tratamento do câncer-- As mudanças a serem operacionalizadas nos próximos meses passarão pelo principal hospital da região. Além de obras que visam a modernização de suas instalações, o Hospital Universitário de Vassouras será, em muito pouco tempo,referência no tratamento decâncer no interior do estado.Em dezembro, o governo federal começa a construção de um Centro de Radioterapia no terreno em frente ao hospital. “O governo vai instalar um Centro de Radioterapia, com acelerador linear e bunker. Teremos então um serviço oncológico completo. Ninguém precisará sair de Vassouras para fazer todo o tratamento. O Centro de Radioterapia precisa ter uma ligação com o hospital,por isso será construído tão perto”, afirma.


Educação para formar o profissional do futuro

Desde o início do ano entre os professores do curso de Engenharia, Marco Capute busca no curso de Medicina a inspiração para levar ainda mais qualidade aos outros cursos da USS. “Estamos estudando diversas mudanças nas ementas. Queremos nossos cursos mais próximos do mercado. Nossa Medicina é muito avançada neste sentido. Ela forma o médico do futuro e não simplesmente o futuro médico. Esse tipo de mentalidade que estamos passando para Exatas e as outras áreas da Saúde”. Para Marco, é preciso “ensinar oque está sendo utilizado, oque ele vai utilizar no futuro.Como será o emprego no futuro? Preparar o indivíduo para ter o seu próprio negócio.Queremos cursos mais voltados para o raciocínio.Sem perder de vista as orientações do MEC, mas um currículo muito centrado noque o aluno vai encontrar no mercado de trabalho”.Marco Capute voltou à sala de aula não só como professor. Desde o início do ano ele vem cursando uma pós-MBA com ênfase em Saúde, no COPPEAD da UFRJ. “O crescimento,a expansão passa pelo aprimoramento”, preconiza Capute, que defende a elaboração de um padrão de ensino para a USS. A escolado futuro já começou a ser construída, com a instalação de quadro eletrônico em cada sala. Em um futuro próximo a universidade entregará um computador para cada aluno. Em alguns cursos as aulas gravadas estão sendo disponibilizada sem site próprio aos alunos.A iniciativa será expandida a todos os cursos.A atual crise econômica repercute menos em Vassouras que em outros municípios graças à saúde financeira da Fusve, na opinião de Marco Capute. ”Mantivemos os investimentos, não promovemos demissão em massa. Trouxemos mais alunos, aumentamos as vagas na Medicina. Temos de pensarem crescer, trabalhar para que a Fusve se expanda, mantendo o foco em Vassouras.Pegamos a Fundação com 42 milhões reais de faturamento ao ano. Hoje, são 140 milhões de reais anuais de faturamento. É claro que as despesas também cresceram,mas temos superávit.Precisamos trabalhar para que, em 10 anos, tenhamos mais de 500 milhões de reais de faturamento por ano. É possível. Temos resultado e visão de futuro”, vaticina o engenheiro vassourense que segue visionário como o menino que adorava jogar futebol pelas ruas da cidade nos anos 1960.




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