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Menor prematuro nascido em Vassouras tem alta e vai para casa sem sequelas


A quarta-feira, 12 de fevereiro, foi dia de alta na UTI Neonatal do Centro Integrado de Saúde (CIS). Uma alta festejada. Após quase quatro meses internada na unidade, a bebê Giovana Silva pôde, enfim, ser levada para a casa. Nascida com 495 gramas em 23 de outubro, a pequena Giovana travou, com o apoio dos profissionais do CIS, uma diária e comovente batalha pela vida. “Um bebê abaixo de um quilo é um bebê de risco. Imagina um bebê que nasce com menos de meio quilo?”, indaga a médica Walleska Ziviani Vaz, uma das responsáveis pelo atendimento a Giovana em sua longa estadia no CIS. Moradora de Seropédica, na Baixada Fluminense, estudante de Educação Física na zona oeste do Rio, Tatiana da Cruz Silva foi orientada a fazer o Pré-Natal em Vassouras. “Fui informada que a cidade conta com uma estrutura hospitalar adequada e procurei uma obstetra daqui”, recordase. Em outubro, ela foi diagnosticada com a pressão alta. Acabou sendo internada no CIS. Dois dias depois, em uma terça-feira, dava à luz Giovana, com 28 semanas de gestação e 495 gramas. “Após o nascimento, ela perdeu mais peso. Chegou a ter 420 gramas”, recorda-se Waleska. A pequena Giovana passou mais de 120 dias na UTI Neonatal do CIS, que conta com 14 leitos – parte deles destinados ao Sistema Único de Saúde. A maioria dos dias, longe da mãe, que voltou a Seropédica e à faculdade de Educação Física. “Eu precisava tocar a vida, terminar o curso”, comenta Tatiana, que tem 25 anos. A mãe garante que nunca perdeu a fé na recuperação da filha. “Cada vez que eu me encontrava com ela, renovava minhas esperanças”, comenta. No CIS, muita luta. “Confesso que eu chegava a me perguntar se ela conseguiria”, lembra Walleska. A luta da menor bebê já nascida em um hospital mantido pela Fundação Educacional Severino Sombra comoveu profissionais acostumados a lidar com partos prematuros e bebezinhos frágeis. No cotidiano da UTI, um técnico de enfermagem fica responsável por dois berços durante a madrugada. Giovana, no entanto, demandava atenção integral de uma técnica. “Ela era manhosa. Chorava a noite inteira e demandava, claro, muita atenção”. No dia da alta, a profissional não resistiu. E chorou muito. “Todo mundo se apaixonou por ela. Era impossível não se comover com a luta da Gigi”. Dos faxineiros aos médicos, todos se envolveram”, diz Walleska. Para a médica, responsável pela rotina na UTI Neonatal, a vida de Giovana representa uma grande vitória para a Neonatologia. “Uma vitória para toda a equipe do CIS. Ela saiu daqui se alimentando por via oral, sem cirurgia, sem sequelas. Sem hemorragia craniana, com teste de orelhinha normal”, comemora. Em Seropédica, a menina que emocionou o hospital vassourense foi recebida com festa. “Você pode imaginar a alegria, né? Ela nasceu em outubro e só pôde ir para casa em fevereiro. Como moramos longe, a família ainda não a conhecia”. Tatiana não tem dúvidas de que a escolha do hospital foi fundamental para a sobrevivência da filha. “Tenho certeza que estar no CIS foi fundamental para tudo acabar bem. Tivemos aqui todos os recursos necessários para o tratamento”. Giovana chegou em casa pesando cerca de 2 quilos e 400 gramas.

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