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Padre José Antônio destaca “nova experiência” com Semana Santa em meio à pandemia do coronavírus

Pároco destaca que confinamento fez muita gente “experimentar uma intimidade com Deus”, com mais tempo para oração e leitura

Por conta da pandemia do coronavírus, a comunidade católica viveu uma Semana Santa diferente, sem procissões e com igrejas fechadas. Para o padre José Antônio da Silva, é preciso ter um novo olhar diante de algo que parece desastroso. “Se, num primeiro momento, essa realidade do coronavírus é desastrosa, é preciso, em todas as coisas, ‘ter um olhar de Deus’ sobre os acontecimentos, a graça de Deus pode transformar tragédias, desgraças em graça”.

O pároco cita o Papa Francisco para pregar um momento de rever escolhas, conceitos. “Talvez alguns pensem que seja o Juízo Final, outros ainda o Apocalipse ou qualquer outra coisa nesse sentido. Não. Como diz o Papa Francisco, é tempo do nosso juízo. Não é o tempo do Juízo de Deus. É um tempo que nós temos para ter mais juízo, sobriedade, serenidade. É um tempo, inclusive, para nos voltarmos mais para nosso interior, revermos nossas escolhas, conceitos, valores, e nos reposicionarmos com mais serenidade diante deste elemento único que nós temos, que é a vida humana”.

O padre destaca que o retiro forçado foi “motivo de crescimento interior” para muitos católicos, que puderam dedicar mais tempo à oração, à leitura e às meditações. “Com a necessidade do confinamento, têm experimentado uma maior intimidade com Deus e o convívio com os familiares. Muitos católicos têm participado das missas transmitidas pelos meios de comunicação e afirmam que tem sido uma oportunidade de rever sobre sua vivência na Celebração Eucarística. A dor e a saudade de receber Jesus Sacramentado tem ajudado a muitos a terem mais consciência sobre o sentido e o valor que devemos dar para cada missa que participamos. As missas transmitidas nas redes sociais têm ajudado muitos a se manterem mais perto de Deus e manter os vínculos com a comunidade. Ouvir os padres falarem e vê-los comungarem por todos nós, conforta a alma e nos une”.

O aumento da consciência não apaga, claro, o momento de profundo sofrimento da sociedade. “Eu acredito que é um tempo de profunda conversão para a solidariedade. As pessoas estão se voltando para suas casas, porque há uma necessidade de se isolar. Agora, não podemos, de forma nenhuma, nos distanciar do sofrimento da humanidade. Milhões e milhões não terão casa para voltar, não têm a comida de cada dia, não terão nem água em casa para lavar suas mãos. Diante da necessidade de confinamento, podemos ajudar as instituições de caridade com doações, que podem ser feitas do próprio celular, mas é preciso atenção também aos mais próximos. Vamos ajudar aqueles que conhecemos, que convivem conosco”.

O padre pede que as pessoas se lembrem que muita gente sofre ao nosso lado e muitas vezes não enxergamos. “Tem pessoas do nosso lado, parentes, irmãos, amigos ou pessoas que nunca demos muita atenção, vizinhos que estão sofrendo o drama do desemprego, da redução de salário, estão passando necessidade. Abra seus olhos, não se volte somente para si e suas necessidades; há muita gente sofrendo do nosso lado. É hora de pensarmos menos em nós, naquele egoísmo que gera essa ansiedade e inquietação toda, e nos voltemos para cuidarmos um dos outros. Esse é um tempo oportuno para conhecermos de fato com quem lidamos, muitas pessoas estão se revelando com a pandemia do coronavírus”.

Para José Antônio da Silva, a Semana Santa foi “vivida com intensidade, santamente e na presença de Deus”. As novas mídias ajudaram. “Nesses tempos, graças à facilidade dos meios de comunicação social e das redes sociais”. Ministra da Palavra e Eucaristia, coordenadora da Catequese Paroquial, a funcionária pública Sonia Maria de Souza Muniz admitiu ter vivido uma Semana Santa atípica. “Vivi uma Semana Santa atípica, dentro de uma realidade desafiadora, como é de conhecimento de todos. Pude acompanhar o padre, em vários momentos religiosos e posso testemunhar que foi uma semana intensa de oração, de intimidade com Deus”. Para Sônia, a igreja foi criativa, se reinventou. “Foi gratificante ver uma Igreja renovada. Através do padre José Antônio, homem de Deus, aberto ao novo, a Semana Santa foi intensa, com orações e reflexões profundas. Celebrar esses momentos de nossa fé com cada pessoa, em sua casa, ao passar nas ruas de nossa cidade e zona rural, e ver o quanto as pessoas se emocionaram, foi extraordinário. Deus está no meio de nós”.

“Não posso deixar passar em branco todas as pessoas que tornaram essa Semana Santa em dias de renovação de nossa fé. O equilíbrio, tranquilidade e a segurança com que foram conduzidas as celebrações pela Equipe de Liturgia. Foi impressionante a disponibilidade de todas as pessoas que fizeram o Reino de Deus acontecer. Poderiam ter ficado em casa, já que nesse período de pandemia há risco para saúde, mas essa dedicação é algo comovente e nos envolve”, declara José Antônio Ferreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Vassouras.

Maria de Fátima Guimarães, coordenadora paroquial dos Círculos Bíblicos afirmou que “apesar da quarentena, nossos lares se encheram das bênçãos de Deus todos os dias e nossos familiares foram tocados pela Palavra de Deus. Foi a primeira Semana Santa que não tivemos a oportunidade de ir à Igreja, mas fizemos de nosso lar uma Igreja Doméstica”. Catequista da comunidade de Santa Rita, Maria Helena disse que “foram tantas mãos, tantas vozes para levar Jesus e a sua mensagem a tantas localidades, casas e tudo isso de um jeito novo”.

Para o bancário Antônio Cesar Alvez Muniz, ministro da Palavra e Eucaristia, “a Semana Santa foi uma mistura de sentimentos e concepções e até mesmo de emoção. Não teria palavras para expressar tudo que senti e vivi. Percebi que foi um sair para poder entrar. A Igreja que saiu para que pudesse entrar na vida das pessoas, sejam aquelas que já fazem parte da nossa comunidade de fé cristã católica, mas também aquelas que conhecem a comunidade de fé e não participam frequentemente, mas vivem essa experiência tão bonita do sagrado, que é a Semana Santa. Tudo possível por termos um pastor abençoado, nosso querido padre José Antônio”.

Este ano, diante da impossibilidade dos fieis comparecerem às igrejas, a Paróquia organizou manifestação pública pelas ruas e distritos, no Domingo de Ramos, Quinta-Feira Santa e Domingo de Páscoa. “O Conselho Paroquial de Pastoral nos orientou a sairmos pelas ruas levando uma mensagem de fé e esperança e a usar as redes sociais para chegar aos irmãos. Foi uma forma que encontramos para manter o vínculo, a união e a comunhão com a comunidade, mesmo em tempos de pandemia”, comenta José Antônio.

Todas as atividades em total sintonia com as orientações da Igreja e das autoridades civis. “Nas ações litúrgicas realizadas na Igreja Matriz, não houve a participação dos fiéis, apenas com cinco pessoas e mantendo distanciamento um do outro. Na rua, foi com o nada opor da Prefeitura Municipal, com a escolta da Guarda Municipal. Tivemos todo o cuidado para não aglomerar as pessoas. Estamos isolados socialmente, mas não separados. Estamos unidos pelos lações da fé, esperança e caridade. Foi uma oportunidade de sermos uma verdadeira igreja doméstica, vivendo a Semana Santa em família”.

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